- Introdução, cria o ambiente e contextualiza a temática
- Tarefa, que deve ser executável e sobretudo motivadora, onde se indica qual o produto final que os alunos devem apresentar depois de completar todas as etapas (uma tarefa por ser classificada em 12 tipos diferentes). Para uma tarefa bem sucedida, esta deve solicitar análise crítica, pesquisa, síntese, avaliação, criatividade, julgamento de situações ou resolução de problemas
- Processo, onde são apresentadas de forma clara as etapas a seguir para resolver a tarefa proposta. As etapas devem ser resolvidas em grupo. Integra também os recursos a utilizar pelo aluno para resolver as etapas
- Avaliação, deve conter os parâmetros do conteúdo a avaliar, bem como distuinguir se há avaliação individual e/ou em grupo
- Conclusão, deve resumir o que os alunos aprenderam, bem como propor-lhes um novo desafio, ou orientá-los para algum site interessante sob a temática
- Informação para o professor, deve apresentar orientações específicas para o professor poder implementar a WebQuest e esclarecer algumas dúvidas caso surjam. Sugere-se que esta informação não apareça como página, mas sim incluída numa página, podendo ser a inicial, com indicação para esta informação
- Ajuda, deve aparecer no menu, e conter esclarecimentos ao aluno sob o que é uma WebQuest, bem como, qualquer outro tipo de esclarecimento que seja relevante
Deste modo, a WebQuest, fornece ferramentas aos professores e futuros professores, para pensarem ou repensarem na aprendizagem e nos princípios pedagógicos para orientar os seus alunos ao longo da WebQuest.
Existem vários sites de instituições que fornecem informação e exemplos para ajudar os professores a implementar de modo adequado uma WebQuest. Fornece-lhes ajuda e como por exemplo no caso do site “WebQuest: um desafio aos professores para alunos”, são explicitadas todas as fases de uma verdadeira WebQuest, as tabelas traduzidas de avaliação da mesma, informação bibliográfica, recomendações gráficas e funcionais e exemplos.
As WebQuest têm sido introduzidas em alguns Centros de competência, como por exemplo na Universidade do Minho, Universidade de Aveiro ou Universidade Católica, entre outras, que consideram o uso das WebQuest como uma ferramenta importante ao desenvolvimento de competências transversais.
A WebQuest foi introduzida também em alguns cursos de formação inicial e contínua no ensino superior, sobretudo nas Licenciaturas em Ensino.
Algumas investigações demonstraram que os alunos se sentem motivados com a WebQuest, claro q dependendo também da temática, mas que no final constata-se que há aprendizagem, sentindo-se assim também os professores satisfeitos porque os alunos se dedicaram no empenho da resolução da tarefa, na discussão em grupo e na apresentação do trabalho elaborado.
O professor deve ter o papel de orientar os alunos, mas sempre promovendo a autonomia deles e apelando ao seu espírito crítico. Após a conclusão das tarefas é importante a apresentação do trabalho por parte dos grupos, não só para se submeterem à crítica dos pares e do professor, mas também para se habituarem a expor o seu trabalho perante os outros. Deste modo, os alunos tornar-se-ão mais tolerantes aos erros dos outros e também aos seus, aprendendo a avaliar e a dar sugestões, bem como a aceitá-las.
Para concluir, devo recordar que o impacto duma WebQuest será maior quanto maior o interesse da temática, da tarefa e da orientação no processo. As questões devem ser abertas e complexas de modo a envolver o aluno, obrigando-o a seguir muito além da informação disponibilizada. Podemos também utilizar outros recursos como o som, vídeos, anúncios ou outros para cativar o aluno. O que importa é que a actividade seja motivadora e ajude os alunos a aprender.